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Jornal de Montreal, Quebec - 15 de Novembro de 2006


No Consulado-Geral de Portugal, em Toronto


Grémio Literário mostra-se...


Foto de Norberto Aguiar  Reportagem de Norberto Aguiar


Na foto Ricardo, Óscar e Carlos Teixeira

Foto: Em primeiro plano José Carlos  Teixeira, seguido de Óscar Monteiro e Ricardo Lopo


Criado vai para dois anos - 7 de Dezembro de 2004 - só agora o Grémio Literário de Língua Portuguesa do Canadá se mostrou à Comunidade Portuguesa, neste caso à de Toronto - mais algumas pessoas de Montreal, representadas por este vosso servidor, Jules Nadeau, Kelly M, sua mãe e Adelaide Vilela.
A cerimónia desenrolou-se no passado dia 26 de Outubro, na Galeria Almada Negreiros, no Consulado-Geral de Portugal, em Toronto.

Fundado pelos professores universitários Manuel Alves Louro, que durante muitos anos leccionou na Universidade de Laval, na cidade de Quebeque, e que agora vive agarrado a uma cadeira de rodas, e por José Carlos Teixeira, que por sinal também passou pelo Quebeque, como estudante colegial e universitário, mas agora a viver em Kelowna, onde integra o quadro de professores da Universidade da Colômbia Britânica, e por Ricardo Bruton de Castro Lopo e pelo professor Óscar Monteiro, o Grémio Literário de Língua Portuguesa do Canadá tem propósitos ambiciosos, que se centram no apoio e divulgação da língua portuguesa junto dos escritores lusófonos do Canadá. Também pretende criar prémios e bolsas de estudo, assim como promover encontros, colóquios, palestras, conferências, seminários, etc., etc... E também revistas e jornais, como se não bastassem os que já existem - acrescento nosso...

Curiosamente, nesta cerimónia de apresentação do novo organismo, e mesmo se a tecla da Lusofonia foi focada frequentemente, na sala não encontrámos nenhum escritor de outra origem que não a portuguesa. Não teria sido sábio convidar alguns irmãos brasileiros, angolanos ou de outras origens, que os há em Toronto, para dar a ideia da abrangência que se pretende para o Grémio? Nos próximos encontros, os organizadores terão de dar resposta a esta pertinente questão. Caso contrário, seremos, uma vez mais, apelidados de paternalistas e por isso não admira que possamos ficar orgulhosamente sós. De resto, a dado momento da cerimónia vimos cenas de patriotismo que pensávamos já ultrapassadas desde há muito. Assim não vamos lá...

Entretanto, dos fundadores falaram José Carlos Teixeira, Ricardo Lopo e Óscar Monteiro, para já o presidente do novel organismo. Os três falaram da necessidade de se unir esforços de maneira a que o Grémio não seja mais um organismo a juntar aos muitos que já existem de uma ponta à outra do Canadá. "Todos temos obrigações em divulgar a nossa língua", disse um, para logo o outro acrescentar que "vamos incutir nos nossos jovens o gosto pelo nosso idioma". Mais adiante outro citaria o poeta: "o homem sonha e a obra faz-se". Miguel Torga - Adolfo Rocha de seu verdadeiro nome - também seria citado. "O que importa é partir, não é chegar...". E de citação em citação ainda se ouviria que "Devagar também se chega ao longe".

Com introdução da Cônsul-Geral, Dra. Maria Amélia Paiva, que apontou para a necessidade de ter um Grémio activo e actuante, a cerimónia ainda haveria de contar com um largo momento dedicado à música, com as actuações de Kelly M, Nuno Cristo e o seu companheiro canadiano, António Câmara e a Can Tuna, e à poesia nas declamações de Euclides Cavaco, Idalina Silva, Luís Palaio e Fátima Toste.

Com a surpresa da presença do Cônsul-Geral da Grécia, Senhor Efthymios Efthymiades, a sessão de lançamento do Grémio Literário de Língua Portuguesa do Canadá terminaria com um belo momento de convívio.

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